terça-feira, 25 de outubro de 2011
O que pode e o que não se pode fazer em termos de Liturgia...
"Os abusos, sem dúvida, «contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica sobre este admirável Sacramento». Desta forma, também se impede que possam «os fiéis reviver de algum modo a experiência dos discípulos de Emaús: Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram»... Não é estranho que os abusos tenham sua origem em um falso conceito de liberdade. Posto que Deus nos tem concedido, em Cristo, não uma falsa liberdade para fazer o que queremos, mas sim a liberdade para que possamos realizar o que é digno e justo. Isto é válido não só para os preceitos que provêm diretamente de Deus, mas sim também, de acordo com a valorização conveniente de cada norma, para as leis promulgadas pela Igreja. Por isso, todos devem se ajustar às disposições estabelecidas pela legítima autoridade eclesiástica" (Redemptionis Sacramentum).
Abusos litúrgicos: o que são e o que se deve fazer para combatê-los
O abuso litúrgico é antes de tudo uma falsificação da liturgia católica, no dizer da Instrução Redemptionis Sacramentum. Todo católico tem o direito de ver celebrada a sagrada liturgia sem improvisações, sem experimentação, de acordo com as normas estabelecidas pela Santa Sé. Esse direito reclama dos presbíteros e também dos demais fiéis o dever de observar fielmente as regras litúrgicas. Todo católico deve, portanto, instruir-se a respeito do assunto e lutar, com maturidade e serenidade, para que os Santos Mistérios sejam celebrados segundo a liturgia determinada pela Igreja.
Selecionamos, a seguir, alguns equívocos infelizmente freqüentes, em termos de liturgia. Lembramos, mais uma vez, que a leitura da Instrução Redemptionis Sacramentum é importantíssima. Também recomendamos a leitura da Instrução Geral do Missal Romano, nos tópicos de interesse.
Por fim, um convite à prudência. A premissa com que se deve trabalhar é: sem caridade, melhor não agir. O dano de uma correção feita sem caridade pode ser maior que o próprio abuso. O fiel deve, portanto, apoiar-se, primeiro, na caridade, segundo, na caridade, terceiro, na caridade, ao tomar a iniciativa de apontar um abuso litúrgico. A título de sugestão, recomendaríamos o engajamento nas equipes pastorais responsáveis pelo auxílio à liturgia, como forma de melhor educar a comunidade. Se o equívoco for feito pelo próprio sacerdote, deve-se conversar diretamente com ele, sem antecipar o assunto com outros fiéis, o que seria um desrespeito ao ministro de Deus. É claro que nos casos mais graves (vide "Graviora delicta" na Redemptionis Sacramentum), o assunto poderá exigir uma comunicação ao bispo.
Um erro freqüente: rezar orações próprias do sacerdote
Os fervorosos fiéis da figura à esquerda estão cometendo um dos equívocos mais comuns em termos de liturgia. Há orações que são próprias e exclusivas do sacerdote. No caso específico, rezam o "Por Cristo, com Cristo, em Cristo...", a doxologia com que o sacerdote encerra a anáfora (a parte central da missa). Só o padre pode pronunciá-la. Mesmo que o celebrante convide ("todos juntos!", etc.) os fiéis deverão ficar em silêncio e responder, ao final, o solene "amém" (cf. IGMR 151).
Os leigos também não devem rezar a oração da paz ("Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz..."). Só o sacerdote pronuncia essa oração.
Há que se distinguir os papéis do sacerdote e do leigo na missa: "Deve-se evitar o perigo de obscurecer a complementaridade entre a ação dos clérigos e dos leigos, para que as tarefas dos leigos não sofram uma espécie de «clericalização», como se fala, enquanto os ministros sagrados assumem indevidamente o que é próprio da vida e das ações dos fiéis leigos" (Redemptionis Sacramentum).
Comportamento inconveniente dos fiéis
Conversas, barulho, alvoroço, danças... nada disso combina com a missa.
Certamente haverá locais e circunstâncias propícias para extravasar a alegria de ser cristão. Na missa, vale a "regra de ouro": o que não caberia fazer no Calvário, não cabe fazer na missa.
Estamos diante do sacrifício do Filho de Deus! No altar, Jesus oferece-se ao Pai como vítima, por nossos pecados. Portanto, conversar com o vizinho, atender chamadas de celulares, bater palmas ou fazer coreografias, danças, etc., nada disso é próprio na missa.
Abusos cometidos pelo celebrante
A imagem ao lado, colhida na Internet, teria sido flagrada na Jornada Mundial da Juventude, em Toronto/2002. Se a cena é verdadeira, tudo está errado: o sacerdote não veste os paramentos como estabelecido (a casula, pelo menos, não está presente); o chapéu; os óculos escuros; o altar improvisado (um caixote!); nada, enfim, que lembre -- nem de longe -- a dignidade e a santidade do mistério que se celebra!
"Grande é o ministério «que na celebração eucarística têm principalmente os sacerdotes, a quem compete presidir in persona Christi (na pessoa do Cristo), dando um testemunho e um serviço de Comunhão, não só à comunidade que participa diretamente na celebração, mas sim também à Igreja universal, à qual a Eucaristia fez sempre referência. Infelizmente, ou lamentavelmente, sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II, por um mal-entendido no sentido de criatividade e de adaptação, não se têm faltado os abusos, dos quais muitos têm sido causa de mal-estar» (R.S., 30).
Com efeito, ao lado dos benefícios advindos da reforma litúrgica, convivemos com um certo "protagonismo" no papel do ministro. O próprio sacerdote se sente de certo modo pressionado a corresponder a essa expectativa dos fiéis, de terem "algo sempre novo" nas missas dominicais. Daí surgem as experimentações, os abusos, as improvisações, uma verdadeira babel litúrgica. Mais uma vez lembrando: a missa não é lugar para tais experimentos. São abusos litúrgicos, por exemplo:
modificar os textos litúrgicos - "Cesse a prática reprovável de que sacerdotes, ou diáconos, ou mesmo os fiéis leigos, modificam e variam, a seu próprio arbítrio, aqui ou ali, os textos da sagrada Liturgia que eles pronunciam. Quando fazem isto, trazem instabilidade à celebração da sagrada Liturgia e não raramente adulteram o sentido autêntico da Liturgia" (R.S., 59);
pedir que os fiéis acompanhem o sacerdote na Oração Eucarística - "A proclamação da Oração Eucarística, que por sua natureza, é pois o cume de toda a celebração, é própria e exclusiva do sacerdote, em virtude de sua mesma ordenação. Portanto, é um abuso fazer que algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, ou ainda por um só ou por todos os fiéis juntos. A Oração Eucarística, portanto, deve ser pronunciada em sua totalidade, tão somente pelo Sacerdote" (R.S., 52);
interromper o rito da missa para intercalar orações não previstas - agregar orações de cura ou de libertação àquelas previstas no missal, súplicas livres depois da consagração etc.;
confiar a homilia a leigos - a homilia poderá ser suprimida nas missas durante a semana, mas é de rigor nas dominicais e "será feita, normalmente, pelo mesmo sacerdote celebrante, ou este a delegará a um outro, concelebrante, ou às vezes, de acordo com as circunstâncias, também ao diácono, mas nunca a um leigo" (R.S., 64). Também são práticas abusivas trocar a homilia por apresentações teatrais, testemunhos de particulares, etc.;
aproveitar a homilia para falar de temas que não guardam relação com as leituras - "Ao fazer a homilia, procure-se iluminar, em Cristo, os acontecimentos da vida. Faça-se isto, sem dúvida, de tal modo que não se esvazie o sentido autêntico e genuíno da palavra de Deus, por exemplo, tratando só de política ou de temas profanos, ou tomando como fonte idéias que provêm de movimentos pseudo-religiosos de nossa época" (R.S., 67);
A relação acima é apenas exemplificativa, não exaustiva. Há que se ter em mente que "a ordenação da sagrada Liturgia é da competência exclusiva da autoridade eclesiástica; esta reside na Sé apostólica e, na medida que determine a lei, no Bispo" (R.S., 14). Ninguém tem o direito de "mexer" na liturgia, mesmo que movido pelas melhores intenções. Mais uma vez recomendamos uma leitura da Instrução Redemptionis Sacramentum, de onde retiramos os excertos indicados acima.
"Ministros da Eucaristia"
O ministro da Eucaristia é o sacerdote. A Igreja recomenda não mais chamar os leigos que auxiliam o sacerdote na distribuição da comunhão de "ministros da Eucaristia", "ministros extraordinários da Eucaristia", "ministros especiais da Eucaristia" ou "ministros especiais da sagrada comunhão". O nome recomendado é "ministros extraordinários da sagrada comunhão".
As imagens ao lado (colhidas na Internet) são um exemplo cabal do que não deve ser feito.
O templo é pequeno, ou seja, a quantidade de fiéis deve ser também pequena. Logo, os ministros extraordinários seriam desnecessários. Na verdade, só se admite sua presença quando o número de comungantes for tão grande que a distribuição da comunhão retardaria a missa além do que seria razoável. Sem essa condição, basta o acólito, para auxiliar o sacerdote na distribuição da comunhão.
Nas imagens também vemos o sacerdote entregar frações do pão eucarístico a leigos, o que é expressamente vedado pelas normas litúrgicas (vide R.S., 73). A fração do pão, iniciada depois de dar a paz e enquanto se reza o "Cordeiro de Deus" é realizada somente pelo sacerdote, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou outro sacerdote concelebrante.
Tenha-se sempre em mente, portanto, que os leigos só podem participar da distribuição da comunhão aos fiéis extraordinariamente, nas condições acima indicadas. Não há, por conseguinte, um "cargo" de ministro extraordinário, em que pese exigir-se dos leigos que prestem esse serviço uma conduta que não venha a causar escândalos.
Os ministros extraordinários da sagrada comunhão, devem se apresentar ao sacerdote após ele ter comungado, recebem a comunhão do sacerdote e a âmbula, para distribuir a comunhão aos fiéis nos locais indicados pelo celebrante. Que se utilizem patenas, para evitar a perda de partículas ou partes delas. É abusiva a prática de improvisar frases na distribuição da comunhão. Diz-se "O Corpo de Cristo" e o fiel responde "Amém", comungando na presença do ministro (ordinário ou extraordinário). Terminada a distribuição, as âmbulas são devolvidas ao sacerdote.
Obviamente, que os leigos encarregados desse serviço devem vestir-se com o máximo decoro. O padrão de conduta deve ser a discrição; nada de gestual exagerado ou qualquer outro protagonismo.
A distribuição da comunhão
Pode-se comungar de joelhos ou de pé. Quando se comunga de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência (R.S., 90). Além disso, o fiel tem sempre o direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se quer receber na mão o Sacramento. A forma tradicional de se comungar é diretamente na boca. Se prefere receber na mão, deve apresentar-se com as mãos abertas, sobrepostas, receptivas a receber a sagrada comunhão. Não é correto "pegar" a partícula como se fosse um objeto comum. Recebida a comunhão, o comungante deve consumi-la imediatamente, diante do ministro.
Mais ainda: "Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão" (R.S., 94). A imagem acima mostra justamente um flagrante de desrespeito a essa norma. Não se deve permitir que a distribuição da comunhão seja do tipo self service, de modo que cada um tome a hóstia com as próprias mãos na âmbula e ministre a si mesmo a comunhão. Em se distribuindo a comunhão sob as duas espécies, a comunhão será obrigatoriamente dada diretamente na boca do comungante.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Hierarquia na Igreja Católica
O termo grego KATHOLICÓS significa “universal”, e foi aplicado à Igreja no sentido de sua universalidade geográfica e conceitual. O termo “apostólica” vem da continuidade da tradição e trabalho dos apóstolos, e o termo “romana” vem do fato da sede principal estar situada em Roma.
O PAPA é o chefe supremo da Igreja Católica Apostólica Romana, e além de Supremo Pontífice da Igreja Universal e soberano do Vaticano ele acumula os títulos de Bispo de Roma, Primaz da Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana e Patriarca do Ocidente. O cargo de Papa é vitalício, eleito pelo Santo Colégio dos Cardeais reunidos em Roma, e é o único cargo hierárquico que se manteve desde os dias do Império Romano. O Papa é o sucessor do apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma, nomeado por Jesus a pedra fundamental da Igreja em Mateus 16, 17-19.
A denominação CARDEAL apareceu no século VI e tem o significado de “superior eminente”, de onde provém o tratamento de “eminência”. O título é conferido a alguns Bispos que funcionam como colaboradores e conselheiros imediatos do Papa, e servem como enviados, chefes de congregações e tribunais da Cúria Romana. A partir do ano 1179, o Concílio de Latrão lhes conferiu o direito de eleger o papa no Sacro Colégio.
O Cardeal pode provir de qualquer Ordem secular, portanto há Cardeais Bispos, Cardeais Presbíteros (maior número dentro do Sacro Colégio, encarregados dos deveres pastorais e administrativos no Vaticano) e Cardeais Diáconos (número limitado de cardeais encarregados das missões de ajuda aos pobres na cidade de Roma).
O termo BISPO vem da palavra grega EPISKOPOI, que significa
“supervisor”, e os Bispos são considerados os sucessores dos Apóstolos, aos quais Jesus confiou a tríplice missão de magistério, ordem e jurisdição. Os Bispos são nomeados pelo Papa, recebendo jurisdição ordinária sobre os fiéis de sua DIOCESE ou Circunscrição Eclesiástica, composta por PARÓQUIAS. A pedra do anel do bispo é a ametista, símbolo de fidelidade à Igreja, seu Báculo ou bastão pastoral representa sua função de conduzir o rebanho de fiéis a ele confiado, e o uso de uma Cruz peitoral, meias e sandálias vermelhas, luvas de púrpura e mitra se deve a antigas tradições orientais. Ao assumir, cargo episcopal, cada Bispo escolhe um brasão de armas e um lema que definirá o ideal de seu ministério. Alguns Bispos assumem autoridade sobre outros Bispos da região, e são denominados Arcebispos, outros assumem as funções de Cardeal.
Na extremidade final da linha hierárquica da Igreja, existem duas Ordens: o clero secular, ou Ordens Maiores, e o clero regular, ou ordens fechadas, cujos religiosos se submetem a regras específicas de vida ou tipos de atividades, como é o caso dos monges.
As Ordens Maiores se compõem de:
DIÁCONOS (DIACONATO)
PADRES (PRESBITERATO)
BISPOS (EPISCOPADO)
As Ordens Regulares são:
Ordem de São Bento (monges beneditinos)
Companhia de Jesus (padres jesuítas)
Irmãos Maristas
Irmãos Rogacionistas
Ordem dos Salvatorianos
Ordem dos Franciscanos
Irmãos Dominicanos
Ordem dos Salesianos
Irmãs Paulinas
Diocese: oriundo da palavra grega “ DIOKESIS” que significa administração da casa, esta denominação antiga das províncias administrativas romanas depois foi aplicada às circunscrições eclesiásticas da Igreja Católica. O administrador da antiga diocese romana se chamava VIGARIUS, um funcionário da ordem eqüestre diretamente comandada pelo Imperador, e posteriormente o termo VIGÁRIO também foi aplicado ao religioso administrador de uma diocese católica.
Paróquias: termo derivado do grego PAROIKIA, que significa a “ segunda casa” , e se aplica na Igreja Católica às subdivisões da Diocese, cada uma delas confiada a um Pároco.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
História do Nosso Patrono São Tarcísio.
Muito pouco se sabe da vida de São Tarcísio. Mas os fatos os quais temos conhecimento nos mostram sua grande alma. Tarcísio era coroinha da Igreja na época do Império Romano, no século III. Ele acompanhava o papa Sisto II na missa (esse papa morreria, por ser cristão, em torno do ano 258). Nessa época, celebrava-se a Eucaristia embaixo da terra, nas catacumbas (cemitérios), devido à perseguição do imperador romano, Valeriano.
Devida a essa perseguição os cristãos eram lançados às prisões, sendo quase sempre mortos depois, costumava-se levar-lhe a comunhão às escondidas, para que não desanimassem nem perdessem a fé. Quem fazia isso eram os diáconos.
Um dia, às vésperas do martírio de um grande grupo de cristãos, o papa Sisto II não sabia quem mandar para levar a Comunhão na prisão, pois seus diáconos também estavam presos. Foi então que o coroinha Tarcísio, com apenas 12 anos, se ofereceu. Todos disseram que poderia ser morto, mas ele argumentou que ninguém desconfiaria de uma criança. Afirmou ainda que preferia morrer, a entregar a Eucaristia aos pagãos romanos.
Diante disso, foi aceito. Passando por uma estrada chamada Via Ápia, alguns rapazes vendo o modo cauteloso como Tarcísio segurava algo sob a roupa, tentaram saber o que era. Como se recusou a mostrar-lhe, apedrejaram-no até a morte. Quando foram procurar o que Tarcísio levava, as hóstias haviam sumido misteriosamente. Um soldado cristão viu Tarcísio caído e o levou às catacumbas, onde foi sepultado. Desde o início, Tarcísio foi venerado como exemplo de santidade. É, como dissemos, o padroeiro dos Coroinhas.
O mais precioso perfume
Uso do incenso
"Construirás um altar para queimares sobre ele o incenso", ordenou o Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que lhe entregou as Tábuas da Lei. O próprio Deus indicou como deveria ser feita essa mistura de essências odoríferas."
Quem não se rejubila ao ver, nas solenidades litúrgicas, elevarem-se dos turíbulos aquelas ondas que impregnam de suave perfume todo o recinto sagrado? Perfeita imagem da oração que sobe como oblação de agradável odor até o trono de Deus, nas Sagradas Escrituras incenso e prece são apresentados como termos reversíveis um no outro: "Suba direita a minha oração como incenso na tua presença" (Sl 140, 2).
Na mesma linha, lê-se no livro do Apocalipse: "Depois veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus" (8, 3-4).
Uma história de mais de três mil anos
A utilização dessa essência no culto divino provém de uma prescrição feita pelo Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que Este lhe entregou, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. O próprio Deus lhe ditou como deveria ser feito:
"Toma aromas: estoraque, ônix, gálbano de bom cheiro, incenso lucidíssimo, tudo em peso igual. Farás um perfume composto segundo a arte de perfumador, manipulado com cuidado, puro e digníssimo de ser oferecido. E, quando tiveres reduzido tudo a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, no lugar em que eu te aparecer. Este perfume será para vós uma coisa santíssima" (Ex 30, 34-36).
Deus não deixa a menor dúvida de que essa essência odorífera deveria ser usada exclusivamente para o esplendor do culto divino: "Todo homem que fizer uma composição semelhante para gozar de seu cheiro, perecerá no meio do seu povo" (Ex 30,38).
Assim, obedecendo ao que Deus determinou a Moisés, o povo eleito queimou durante vários séculos, pela manhã e pela tarde, em homenagem ao Senhor um incenso de suave fragrância.
No Novo Testamento, ele surge já nos primeiros dias do Menino Jesus. Entrando os Reis Magos na casa onde estava Ele com sua Mãe, prostraram- se e O adoraram, em seguida abriram seus tesouros e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. "O incenso era para Deus, a mirra para o Homem e o ouro para o Rei", diz São Leão Magno (Sermão n. 31). Portanto, dos três dons oferecidos, o de maior valor simbólico era o incenso.
A serviço do esplendor da Liturgia
Devido ao fato de os povos pagãos costumarem queimar todo tipo de perfumes em seus cultos idolátricos, por cautela a Igreja demorou certo tempo em admitir seu uso nas cerimônias litúrgicas.
Logo, porém, que a Liturgia começou a se desenvolver, ele fez seu aparecimento. Assim, nas primeiras décadas do quarto século, o Imperador Constantino ofereceu à Basílica de Latrão dois incensórios, feitos de ouro puro, os quais provavelmente permaneciam fixos em seus lugares e eram usados para perfumar o lugar santo.
O Papa Sérgio I (687-701) mandou dependurar na igreja um grande incensador de ouro para que, "durante as Missas solenes, o incenso e o odor de suavidade se elevassem mais abundantemente para o Deus Onipotente".
Surgiu depois o turíbulo, mas, de início, sua utilização consistia apenas em ser levado pelo subdiácono à frente do cortejo litúrgico, perfumando o percurso do celebrante na entrada e na saída da Missa, e na procissão do Evangelho.
No correr do tempo, com o aperfeiçoamento das celebrações, instituiu-se a incensação no momento do Evangelho, depois no Ofertório e, por fim, no séc. XIII, na elevação da hóstia e do cálice.
Atualmente a incensação durante a Missa é facultativa, podendo ser feita durante a procissão de entrada, no início da Celebração, na proclamação do Evangelho, no Ofertório, e na elevação da hóstia e do cálice após a Consagração (cf. IGrMR, 235).
Efeitos e finalidades
O celebrante põe incenso no turíbulo e o benze com o sinal-da-cruz. Essa bênção faz dele um sacramental, isto é, um "sinal sagrado" mediante o qual, imitando de certo modo os sacramentos, "são significados principalmente efeitos espirituais que se alcançam por súplica da Igreja" (CIC nº 1166).
Um desses efeitos pode ser verificado no motivo da incensação do altar e das oferendas, na Missa. Incensa-se o altar para purificá-lo de qualquer ação diabólica, e as oferendas para torná-las dignas de serem usadas no Mistério Eucarístico.
O incenso é primordialmente um ato de homenagem a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como aos homens e objetos consagrados ao culto divino.
Segundo São Tomás de Aquino, a incensação tem duas finalidades. A primeira é fomentar o respeito ao sacramento da Eucaristia, já que ela serve para eliminar, com um perfume agradável, os maus odores que poderiam existir no lugar. A segunda, representar a graça, da qual, como um bom aroma, Cristo estava cheio.
Por fim, o carvão aceso no turíbulo e o perfume que se evola servem também para nos advertir que, se queremos ver nossas orações subirem assim até o trono de Deus, devemos nos esforçar para ter o coração ardente com o fogo da caridade e da devoção.
(Revista Arautos do Evangelho, Junho/2005, n. 42, p. 36-37)
Fonte: Arautos do Evangelho
"Construirás um altar para queimares sobre ele o incenso", ordenou o Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que lhe entregou as Tábuas da Lei. O próprio Deus indicou como deveria ser feita essa mistura de essências odoríferas."
Quem não se rejubila ao ver, nas solenidades litúrgicas, elevarem-se dos turíbulos aquelas ondas que impregnam de suave perfume todo o recinto sagrado? Perfeita imagem da oração que sobe como oblação de agradável odor até o trono de Deus, nas Sagradas Escrituras incenso e prece são apresentados como termos reversíveis um no outro: "Suba direita a minha oração como incenso na tua presença" (Sl 140, 2).
Na mesma linha, lê-se no livro do Apocalipse: "Depois veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus" (8, 3-4).
Uma história de mais de três mil anos
A utilização dessa essência no culto divino provém de uma prescrição feita pelo Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que Este lhe entregou, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. O próprio Deus lhe ditou como deveria ser feito:
"Toma aromas: estoraque, ônix, gálbano de bom cheiro, incenso lucidíssimo, tudo em peso igual. Farás um perfume composto segundo a arte de perfumador, manipulado com cuidado, puro e digníssimo de ser oferecido. E, quando tiveres reduzido tudo a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, no lugar em que eu te aparecer. Este perfume será para vós uma coisa santíssima" (Ex 30, 34-36).
Deus não deixa a menor dúvida de que essa essência odorífera deveria ser usada exclusivamente para o esplendor do culto divino: "Todo homem que fizer uma composição semelhante para gozar de seu cheiro, perecerá no meio do seu povo" (Ex 30,38).
Assim, obedecendo ao que Deus determinou a Moisés, o povo eleito queimou durante vários séculos, pela manhã e pela tarde, em homenagem ao Senhor um incenso de suave fragrância.
No Novo Testamento, ele surge já nos primeiros dias do Menino Jesus. Entrando os Reis Magos na casa onde estava Ele com sua Mãe, prostraram- se e O adoraram, em seguida abriram seus tesouros e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. "O incenso era para Deus, a mirra para o Homem e o ouro para o Rei", diz São Leão Magno (Sermão n. 31). Portanto, dos três dons oferecidos, o de maior valor simbólico era o incenso.
A serviço do esplendor da Liturgia
Devido ao fato de os povos pagãos costumarem queimar todo tipo de perfumes em seus cultos idolátricos, por cautela a Igreja demorou certo tempo em admitir seu uso nas cerimônias litúrgicas.
Logo, porém, que a Liturgia começou a se desenvolver, ele fez seu aparecimento. Assim, nas primeiras décadas do quarto século, o Imperador Constantino ofereceu à Basílica de Latrão dois incensórios, feitos de ouro puro, os quais provavelmente permaneciam fixos em seus lugares e eram usados para perfumar o lugar santo.
O Papa Sérgio I (687-701) mandou dependurar na igreja um grande incensador de ouro para que, "durante as Missas solenes, o incenso e o odor de suavidade se elevassem mais abundantemente para o Deus Onipotente".
Surgiu depois o turíbulo, mas, de início, sua utilização consistia apenas em ser levado pelo subdiácono à frente do cortejo litúrgico, perfumando o percurso do celebrante na entrada e na saída da Missa, e na procissão do Evangelho.
No correr do tempo, com o aperfeiçoamento das celebrações, instituiu-se a incensação no momento do Evangelho, depois no Ofertório e, por fim, no séc. XIII, na elevação da hóstia e do cálice.
Atualmente a incensação durante a Missa é facultativa, podendo ser feita durante a procissão de entrada, no início da Celebração, na proclamação do Evangelho, no Ofertório, e na elevação da hóstia e do cálice após a Consagração (cf. IGrMR, 235).
Efeitos e finalidades
O celebrante põe incenso no turíbulo e o benze com o sinal-da-cruz. Essa bênção faz dele um sacramental, isto é, um "sinal sagrado" mediante o qual, imitando de certo modo os sacramentos, "são significados principalmente efeitos espirituais que se alcançam por súplica da Igreja" (CIC nº 1166).
Um desses efeitos pode ser verificado no motivo da incensação do altar e das oferendas, na Missa. Incensa-se o altar para purificá-lo de qualquer ação diabólica, e as oferendas para torná-las dignas de serem usadas no Mistério Eucarístico.
O incenso é primordialmente um ato de homenagem a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como aos homens e objetos consagrados ao culto divino.
Segundo São Tomás de Aquino, a incensação tem duas finalidades. A primeira é fomentar o respeito ao sacramento da Eucaristia, já que ela serve para eliminar, com um perfume agradável, os maus odores que poderiam existir no lugar. A segunda, representar a graça, da qual, como um bom aroma, Cristo estava cheio.
Por fim, o carvão aceso no turíbulo e o perfume que se evola servem também para nos advertir que, se queremos ver nossas orações subirem assim até o trono de Deus, devemos nos esforçar para ter o coração ardente com o fogo da caridade e da devoção.
(Revista Arautos do Evangelho, Junho/2005, n. 42, p. 36-37)
Fonte: Arautos do Evangelho
O Mestre de Cerimônias.
Cerimoniário
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cerimoniário é o ministro, ordenado ou não, responsável pela organização das celebrações litúrgicas, entre elas a missa, na Igreja Católica. Para tal pode haver um, dois ou mesmo uma equipe de cerimoniários, sendo um deles o cerimoniário-mor e os demais cuidam de partes específicas da celebração. Não existe nenhuma necessidade de o cerimoniário, estar em preparação para o sacramento da ordem.
Funções
São funções do cerimoniário organizar as procissões sejam elas de entrada de saída, ou ainda procissões externas à Igreja. Também por e depor as insígnias episcopais(báculo e mitra), bem como o solidéu. Também segurar a casula do sacerdote celebrante nas incensações do altar, das oblatas, da cruz, círio pascal e imagens, caso não haja diáconos na celebração. É também dever do cerimoniário organizar coroinhas e acólitos. Durante a procissão do sanctus em direção ao altar, conduz o turiferário, o naveteiro e os ceriferários. E organiza-os de modo que o turiferário fique em 1º na fila ao lado do naveteiro. Atras a cruz e dos lados os ceroferários.
Veste
O cerimonial dos bispos recomenda que o cerimoniário vista-se com batina e sobrepeliz. Para os cerimoniários que possuam o título de Prelado de Honra de Sua Santidade batina episcopal violácea, para os demais batina preta. Para todos faixa e clergyman.
Cerimoniário Pontifício
O cerimoniário pontifício do papa João Paulo II era Dom Piero Marini, atualmente o cargo é ocupado por Mons Guido Marini
Cerimoniário ou Acólito (do grego antigo ἀκόλουϑος) é um membro da Igreja Católica instituído para auxiliar o diácono e ministrar ao sacerdote nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da missa. É sua função, também, cuidar do altar e, como ministro extraordinário da comunhão, distribuir a sagrada Comunhão.
Além disso, em circunstâncias extraordinárias, pode ser encarregado de expor e repor a Sagrada Eucaristia para a adoração pública dos fiéis, mas não dar a Bênção do Santíssimo. O Cerimonial dos Bispos traz rito próprio para a instituição deste ministério e ressalta que: “pode ser conferido a fiéis leigos, homens, não se considerando reservado unicamente aos candidatos ao sacramento da Ordem” (cf. Carta Apostólica Ministeria Quædam, de 15 de agosto de 1972, do Papa Paulo VI e Cærimoniarum Episcoporum – 1984 – Os Sacramentais: Parte VI, Cap. VI) .
No Brasil, confunde-se acólito com a figura do coroinha, todavia, este não é um ministro instituído, enquanto o acólito o é…
Em Portugal os Acólitos estão divididos em Meninos do Coro (coroinhas, no Brasil) Acólitos Júniores e Acólitos Séniores, todos instituidos segundo as normas do Cerimonial dos Bispos para a instituição dos Acólitos.
Origem
Dos termos
A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Acólito é aquele que na celebração da liturgia segue (ou precede) outras pessoas, para servir e ajudar. Auxilia primeiramente o padre ou bispo, mas também ao diácono.
Já o termo “coroinha” vem da antiga celebração da missa, onde as músicas eram cantadas em coro. Os meninos do coro eram chamados para auxiliar os padres na celebração da missa. E daí surgiu o termo coroinha, designando os meninos do coro que auxliavam os padres.
Das funções
Tem sua origem litúrgica nas antigas Ordens Menores (Ostiário, leitor, Exorcista e acólito). Com o Concílio Vaticano II essas ordens menores foram suprimidas, sendo que duas foram mantidas transformadas em ministérios instituídos, não-ordenados: leitor e acólito.
Atualmente, em algumas paróquias a função de coroinha é estendida também às mulheres.
Acólitos famosos
• São Tarcísio de Roma foi acólito na Igreja antiga, sendo martirizado por defender a Sagrada Eucaristia. É padroeiro dos acólitos, coroinhas e ministros extraordinários da sagrada Eucaristia
• Fidel Castro foi acólito em Havana
• Anton Paolovitch Tchekhov foi acólito em Taganrog
• Emanuel Teixeira, investigador na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é, ainda hoje em dia, um acólito em Lisboa
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O que é Liturgia?
Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo.
É sempre uma celebração de Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para vida, através de sinais, gestos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.
O ponto culminante de uma comunidade eclesial é a celebração comunitária, onde todos expressam sua fé comum; ouvem o mesmo Senhor, Salvador e Libertador; agradecem os favores de Deus; cantam as mesmas canções. Aí todos louvam a Deus e os laços do amor fortalecidos. Cresce a fraternidade e o Povo de Deus se reanima, sobretudo nos Sacramentos, para continuar a luta pela construção do Reino.
Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referencia à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referencia a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo. (Conf. Doc. 38 —CNBB)
A celebração litúrgica, como a obra de Cristo Sacerdote, e da Igreja que é seu Corpo, é uma ação sagrada por excelência. Sua eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (Conf. SC 7)
Quando falamos de liturgia, temos presente:
• A Missa ou Celebração Eucarística;
• Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);
• A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...);
• A Celebração da Palavra ou Culto;
• A Liturgia das Horas;
• O Ano Litúrgico.
A necessária organização litúrgica.
Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta nescessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.
As celebrações das comunidades, das paróquias e das Dioceses precisam de um grupo de pessoas, de uma equipe ou de várias equipes que prestem esse serviço comunitário. O primeiro critério que esta equipe ou pessoas devem ter presente, é o "Querer Celebrar Bem". Celebrar de tal modo que favoreça a participação de todos os presentes.
O Grupo litúrgico de nossa Paróquia tem como objetivos norteadores os de:
É sempre uma celebração de Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para vida, através de sinais, gestos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.
O ponto culminante de uma comunidade eclesial é a celebração comunitária, onde todos expressam sua fé comum; ouvem o mesmo Senhor, Salvador e Libertador; agradecem os favores de Deus; cantam as mesmas canções. Aí todos louvam a Deus e os laços do amor fortalecidos. Cresce a fraternidade e o Povo de Deus se reanima, sobretudo nos Sacramentos, para continuar a luta pela construção do Reino.
Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referencia à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referencia a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo. (Conf. Doc. 38 —CNBB)
A celebração litúrgica, como a obra de Cristo Sacerdote, e da Igreja que é seu Corpo, é uma ação sagrada por excelência. Sua eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (Conf. SC 7)
Quando falamos de liturgia, temos presente:
• A Missa ou Celebração Eucarística;
• Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);
• A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...);
• A Celebração da Palavra ou Culto;
• A Liturgia das Horas;
• O Ano Litúrgico.
A necessária organização litúrgica.
Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta nescessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.
As celebrações das comunidades, das paróquias e das Dioceses precisam de um grupo de pessoas, de uma equipe ou de várias equipes que prestem esse serviço comunitário. O primeiro critério que esta equipe ou pessoas devem ter presente, é o "Querer Celebrar Bem". Celebrar de tal modo que favoreça a participação de todos os presentes.
O Grupo litúrgico de nossa Paróquia tem como objetivos norteadores os de:
- Reunir e refletir melhor o verdadeiro sentido da liturgia em nossa paróquia;
- Estudar e aprofundar os temas litúrgicos;
- Aprimorar sempre nossas liturgias.
E como objetivos específicos temos:
- Formar e animar equipes de Liturgia em cada pastoral;
- Escolher cantos adequados ao tempo litúrgico;
- Valorizar e resgatar nas celebrações os gestos de acolhida e de boas-vindas;
- Promover curso de canto pastoral, Caminhar junto com a equipe de liturgia arquidiocesana;
- Estudar documentos importantes da Igreja, tais como: constituição “Sacrosanctum Concilium”; Animação da Liturgia (CNBB) e outros;
- Organizar um calendário paroquial de encontros de música sacra para todos os que estão envolvidos na liturgia da paróquia;
- Despertar para a consciência da necessidade de uma liturgia inculturada;
- Valorizar as festas de cuto religioso, devocional e popular.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
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